A alavancada de preços dos bovinos para reposição exige, ou deveria estimular, a eficiência e velocidade de produção a partir do momento em que são adquiridos.
Comprar um bezerro "caro" em 2015 e vender um boi gordo "barato" em 2017, por exemplo, já que existe a possibilidade de que o mercado mude a trajetória até lá, não parece ser um bom negócio.
É preciso reduzir o tempo de engorda, oferecer uma pastagem de qualidade. Este é o sistema de menor custo e muito eficiente, para produção de bovinos no Brasil.
Segundo estimativa da Scot Consultoria, em uma fazenda de engorda, as pastagens com todas as operações de mecanização e utilização completa de insumos, participam em 15% do custo.
Quando adicionamos a compra de bovinos para reposição com as despesas originadas nas pastagens, estes passam a compor aproximadamente 75% do custo total da propriedade e a participação das pastagens cai para algo em torno de 5,0%.
Apesar disso, mesmo com o investimento na pastagem sendo muito menor que o da compra de bovinos, e que o impacto dele esteja diretamente relacionado com o resultado da engorda é, muitas vezes, negligenciado.
Para formação de um hectare de pastagem de capim Brachiaria brizantha cv. Marandu, o custo médio estimado é de R$1,3 mil/ha.
Com os bons preços da arroba, subindo muito acima dos custos de produção, o momento é propício para pensar em reformar o pasto.
Por fim, é bom ficar de olho nos preços dos fertilizantes e, se possível, antecipar as compras. Este insumo participa com quase 35% do custo de formação de um hectare e, a partir dos próximos meses, os agricultores devem sair às compras para a nova safra de verão, o que pode encarecer o produto.
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